A introdução de novos alimentos - Parte II
A partir dos seis meses (ou antes) começam a nascer os primeiros dentes, razão pela qual o bebé já aprecia refeições em que encontra pequeninos e delicados pedaços de alimento. O bebé aprende assim a mastigar e, progressivamente, os purés dão lugar a alimentos mais consistentes. No entanto, o bebé deverá ainda beber leite (cerca de 0,6 L por dia).
Nesta fase, a variedade de alimentos utilizados nas refeições aumenta, podendo também ser introduzidos na dieta os alimentos que contenham glúten.
No entanto, convém evitar a utilização de frutos secos e condimentos fortes embora possam ser utilizadas ervas aromáticas na confecção; é uma forma de, gradualmente e de forma suave, habituar a criança aos “sabores dos adultos”.
Se, entre os membros da família, houver casos de alergias a determinados alimentos, a introdução de alimentos que possam provocar alergia deve ser feita com cuidado. O novo alimento deve ser misturado com outros, que se sabe que são “seguros”, evitando assim dúvidas, caso exista uma reacção alérgica. Deixar um intervalo mínimo de dois dias entre a primeira introdução de um destes alimentos “suspeitos”.
O ferro é um oligoelemento muito importante na dieta do bebé, uma vez que é essencial ao seu crescimento. Uma alimentação deficiente em ferro pode dar origem a sintomas como falta de apetite e apatia. São boas fontes naturais de ferro, a carne e o peixe e alguns vegetais de folha verde, como os espinafres ou as nabiças. Se se optar por uma dieta vegetariana aconselha-se a ingestão de alimentos ricos em vitamina C, pois esta facilita a absorção de ferro e zinco a partir de vegetais.
Nesta idade, é também aconselhável fornecer à criança alimentos que, de forma minimamente higiénica, ela possa manipular com as mãos. Estão neste grupo os gressinos, as cenouras cozidas, os pedaços de tomate sem pele e sem sementes, os pedaços de banana, morango, pêssego ou melão e os pedaços de ovo cozido, entre outros.
Fonte: www.educare.te.pt


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